quarta-feira, julho 15, 2026

MAIS UMA: Diarista suspeita de matar casal de idosos teria dopado outra vítima durante faxina


Cinco dias antes de ser presa pela suspeita de matar um casal de idosos durante uma faxina em Belo Horizonte, a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, teria feito outra vítima usando um método semelhante, segundo a investigação da Polícia Civil.

A nutricionista Rafaella Parreiras, de 28 anos, contou que foi dopada pela diarista durante um serviço de limpeza e chegou a dormir por cerca de uma hora dentro do carro, sem entender o que estava acontecendo.

Moradora do bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, Rafaella contratou Paola no dia 24 de junho após receber indicações em um grupo de moradores. Segundo o relato, durante a faxina, a diarista pediu que ela e o marido saíssem para comprar produtos de limpeza que estavam faltando.

No caminho até o supermercado, a nutricionista começou a sentir uma sonolência intensa. O casal decidiu parar o carro e, segundo Rafaella, ela dormiu por aproximadamente uma hora. Ao retornar para casa, percebeu que objetos haviam desaparecido do imóvel.

Entre os itens levados estavam roupas, joias e presentes recebidos pelo casal após o casamento. A vítima contou ainda que a diarista demonstrou interesse pelos objetos da residência e chegou a se oferecer para organizar o closet.

Após perceber o desaparecimento dos bens, Rafaella registrou um boletim de ocorrência. Parte dos objetos foi recuperada pela polícia.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou outras três vítimas que também teriam sido dopadas pela diarista durante serviços de limpeza. Entre os casos está o de uma idosa de 85 anos, moradora de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Paola está presa desde o dia 2 de julho e é investigada pelas mortes do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Civil, a suspeita teria utilizado sedativos para facilitar furtos. Durante as investigações, foram apreendidos R$ 18,8 mil em dinheiro e 165 comprimidos de um medicamento sedativo que, conforme os investigadores, seria usado para dopar as vítimas.

A diarista negou ter planejado os assassinatos e afirmou que teria cometido o crime após encontrar uma maleta com dinheiro no imóvel. A versão é contestada pela polícia, que aponta um padrão de atuação semelhante em diferentes ocorrências.

F.IB

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