Cinco dias antes de ser presa pela suspeita de matar um casal de idosos durante uma faxina em Belo Horizonte, a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, teria feito outra vítima usando um método semelhante, segundo a investigação da Polícia Civil.
A nutricionista Rafaella Parreiras, de 28 anos, contou que foi dopada pela diarista durante um serviço de limpeza e chegou a dormir por cerca de uma hora dentro do carro, sem entender o que estava acontecendo.
Moradora do bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte, Rafaella contratou Paola no dia 24 de junho após receber indicações em um grupo de moradores. Segundo o relato, durante a faxina, a diarista pediu que ela e o marido saíssem para comprar produtos de limpeza que estavam faltando.
No caminho até o supermercado, a nutricionista começou a sentir uma sonolência intensa. O casal decidiu parar o carro e, segundo Rafaella, ela dormiu por aproximadamente uma hora. Ao retornar para casa, percebeu que objetos haviam desaparecido do imóvel.
Entre os itens levados estavam roupas, joias e presentes recebidos pelo casal após o casamento. A vítima contou ainda que a diarista demonstrou interesse pelos objetos da residência e chegou a se oferecer para organizar o closet.
Após perceber o desaparecimento dos bens, Rafaella registrou um boletim de ocorrência. Parte dos objetos foi recuperada pela polícia.
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou outras três vítimas que também teriam sido dopadas pela diarista durante serviços de limpeza. Entre os casos está o de uma idosa de 85 anos, moradora de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Paola está presa desde o dia 2 de julho e é investigada pelas mortes do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.
Segundo a Polícia Civil, a suspeita teria utilizado sedativos para facilitar furtos. Durante as investigações, foram apreendidos R$ 18,8 mil em dinheiro e 165 comprimidos de um medicamento sedativo que, conforme os investigadores, seria usado para dopar as vítimas.
A diarista negou ter planejado os assassinatos e afirmou que teria cometido o crime após encontrar uma maleta com dinheiro no imóvel. A versão é contestada pela polícia, que aponta um padrão de atuação semelhante em diferentes ocorrências.
F.IB

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