terça-feira, julho 14, 2026

Patroa é presa por suspeita de matar cozinheira desaparecida


A Polícia Civil de São Paulo concluiu que a cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, foi vítima de homicídio. Ela está desaparecida desde o dia 30 de junho, quando deixou a pousada onde trabalhava, em Ubatumirim, no município de Ubatuba, no litoral norte paulista.

A principal suspeita do crime é a proprietária da pousada, que foi presa temporariamente durante as investigações conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião.

Segundo a investigação, a empresária foi a última pessoa a ter contato com Berenice. Ela afirmou que deu uma carona à funcionária até o trevo de acesso à Rodovia Oswaldo Cruz, após pagar R$ 2,6 mil referentes à rescisão do contrato de trabalho.

No entanto, familiares contestaram a versão apresentada. Um dos filhos da vítima informou que a cozinheira pretendia retornar para Igaratá, no Vale do Paraíba, e estranhou o fato de ela ter deixado de responder às mensagens logo após sair da pousada.

A polícia também apurou que, na véspera do desaparecimento, Berenice contou aos filhos que havia sido dispensada por causa da baixa temporada e aguardava apenas o pagamento para voltar para casa.

Outro ponto que levantou suspeitas foi a informação dada pela dona da pousada de que a cozinheira teria conseguido um novo emprego na região da Praia das Toninhas. A família afirma que essa hipótese não faz sentido, já que Berenice jamais mudaria os planos sem avisar os filhos.

O último sinal do telefone celular da vítima foi registrado na manhã de 1º de julho, ainda em Ubatuba.

Apesar da conclusão de que houve homicídio, o corpo de Berenice ainda não foi localizado. A Polícia Civil segue realizando diligências para encontrar a vítima e esclarecer como o crime foi cometido.

Berenice era mãe de três filhos e, segundo familiares, não tinha histórico de problemas que justificassem um desaparecimento voluntário.

F.IB

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