Um levantamento realizado com base em ocorrências divulgadas pela imprensa identificou que ao menos quatro mulheres foram mortas na Bahia em um intervalo aproximado de 48 horas, entre a manhã de quarta-feira, 8 de julho, e a manhã de sexta-feira, 10 de julho de 2026.
Os crimes foram registrados em Salvador e nos municípios de Jiquiriçá, Iaçu e Aporá. As circunstâncias são investigadas pela Polícia Civil, e pelo menos dois dos casos são tratados como feminicídio.
Na manhã de quarta-feira (8), Ariane Silva Fonseca, de 28 anos, foi morta a facadas quando saía de casa para trabalhar, no bairro do Engenho Velho da Federação, em Salvador. O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, que teria sido preso horas depois do crime. Ariane já havia procurado a polícia anteriormente para denunciar agressões. O caso é investigado como feminicídio.
Ainda na quarta-feira, durante a noite, Camila Reis da Silva foi morta a tiros no município de Jiquiriçá. Segundo as informações divulgadas, homens armados invadiram a residência onde a jovem estava. Ela teria tentado se proteger escondendo-se dentro de um armário, mas foi encontrada e atingida pelos disparos. A autoria e a motivação do homicídio são investigadas.
Na tarde de quinta-feira (9), Beatriz Correia dos Santos, de 22 anos, foi atacada a facadas enquanto trabalhava em um estabelecimento comercial no Centro de Iaçu. A principal suspeita, apontada como companheira ou ex-companheira da vítima, foi presa em flagrante. O crime também é investigado como feminicídio.
Na manhã de sexta-feira (10), a empresária, professora e influenciadora digital Jaqueline Souza foi encontrada morta dentro do próprio veículo, no povoado Retiro de Fora, zona rural de Aporá. O corpo estava carbonizado. Jaqueline, que morava em Inhambupe, estava desaparecida desde o dia anterior. A Polícia Civil investiga a autoria e a motivação do crime.
A sequência de mortes chama a atenção para a violência que atinge mulheres em diferentes regiões da Bahia. Apesar de ocorrerem em um período próximo, os casos apresentam circunstâncias distintas e seguem sob investigação das autoridades responsáveis.
O número apresentado neste levantamento não representa um balanço oficial consolidado da Secretaria da Segurança Pública da Bahia. Por isso, a quantidade de ocorrências registradas no estado durante o período pode ser maior. Também é importante destacar que nem todo assassinato de uma mulher é automaticamente classificado como feminicídio, sendo necessária a investigação sobre as circunstâncias e possíveis motivações relacionadas à condição de gênero.
Mulheres em situação de violência, familiares ou testemunhas podem procurar ajuda por meio do Ligue 180, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia. Em situações de emergência ou risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo número 190.
Fonte: Sapeaçu na Mídia, com informações do Correio, A Tarde, Aratu On e Ministério das Mulheres.
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