quarta-feira, agosto 26, 2026

Após 17 anos, julgamento de homicídio de Dilsoney Bastos termina com condenação em Sapeaçu

Júri popular foi realizado nesta terça-feira (25), teve início pela manhã e terminou próximo da meia-noite; decisão ainda cabe recurso.
A cidade de Sapeaçu acompanhou nesta terça-feira (25) o julgamento de um caso de homicídio que marcou a história recente do município. Após quase 17 anos, o Tribunal do Júri analisou o processo envolvendo a morte de Dilsoney Bastos de Jesus, assassinado a tiros em 22 de setembro de 2009, dentro do próprio estabelecimento comercial.
O crime teve grande repercussão em Sapeaçu e em municípios da região, principalmente porque Dilsoney era uma pessoa bastante conhecida e querida pela comunidade.
Relembre o caso
Dilsoney Bastos de Jesus foi morto a tiros durante uma confusão ocorrida em seu próprio estabelecimento comercial.
Segundo os relatos apresentados durante o julgamento, Jairone Gama Machado e Fábio Cordeiro foram qualificados nos autos como envolvidos no crime.
Na época dos fatos, os dois homens teriam ido ao estabelecimento da vítima e consumido bebidas alcoólicas. Após a apresentação da conta, no valor aproximado de R$ 200, teria começado uma discussão.
Durante o julgamento, foram apresentadas diferentes versões sobre o que aconteceu naquele momento. Conforme a dinâmica do crime sustentada durante a sessão, Jairone teria efetuado disparos de arma de fogo contra Dilsoney, que acabou atingido e morreu.
O caso permaneceu por anos tramitando na Justiça até chegar ao Tribunal do Júri.
Dilsoney era conhecido em Sapeaçu
A morte de Dilsoney causou forte comoção no município. Ele era filho de Zizi, já falecido, e irmão de Leleu, Dal, Bicudo, também já falecido, e Rita.
Por ser uma pessoa bastante conhecida em Sapeaçu, o assassinato repercutiu amplamente entre familiares, amigos e moradores, permanecendo na memória da comunidade ao longo dos anos.
Julgamento durou aproximadamente 16 horas
O julgamento foi conduzido pelo juiz Jamisson Francisco de Souza e teve início por volta das 8h da manhã, encerrando-se próximo da meia-noite.
Durante a sessão, participaram advogados, membros do Ministério Público, serventuários da Justiça e integrantes da Polícia Militar, por meio da 27ª CIPM, que prestaram apoio à segurança e à realização do júri.
O auditório da Sala do Júri ficou lotado. Familiares, parentes e amigos de Dilsoney, além de pessoas ligadas aos envolvidos no processo, acompanharam atentamente os debates e a decisão final.
Ministério Público e defesa apresentaram suas teses
Ao longo das horas de julgamento, o Ministério Público apresentou aos jurados os elementos que sustentavam a acusação, enquanto a defesa dos réus buscou demonstrar suas versões dos fatos e afastar a responsabilidade criminal de seus clientes.
Depois dos debates, os jurados analisaram as provas e responderam aos quesitos apresentados pelo juízo.
Resultado
Ao final do julgamento, Fábio Cordeiro foi absolvido, conforme a decisão do Tribunal do Júri.
Já Jairone Gama Machado foi condenado a 17 anos de prisão pela prática de homicídio qualificado consumado e porte ilegal de arma de fogo, conforme a sentença proferida ao término da sessão.
A decisão reconheceu a materialidade do crime e a responsabilidade de Jairone pelos fatos, resultando na condenação.
Decisão ainda pode ser contestada
Segundo informações apresentadas após o julgamento, a decisão está sujeita a recurso, conforme as possibilidades previstas na legislação processual penal.
A condenação, portanto, não necessariamente encerra todas as possibilidades de discussão judicial do processo, que ainda poderá ser analisado pelas instâncias competentes caso a defesa apresente recurso dentro dos prazos legais.
Um caso que atravessou gerações
O julgamento desta terça-feira encerrou uma longa espera por uma decisão judicial no caso que vitimou Dilsoney Bastos de Jesus.
Foram quase 17 anos entre o crime e a realização do Tribunal do Júri. Para familiares e amigos da vítima, a sessão representou um momento de grande emoção e expectativa diante de um episódio que permaneceu vivo na memória da população de Sapeaçu.
O caso, que começou com uma confusão dentro de um estabelecimento comercial em 2009, chegou ao seu primeiro grande desfecho judicial nesta terça-feira, com a condenação de Jairone Gama Machado e a absolvição de Fábio Cordeiro.
Decisão cabe recurso segundo informações apuradas. 
Fonte: Sapeaçu na Mídia

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