sexta-feira, agosto 21, 2026

APÓS CONFUSÃO: Advogada é morta a tiros enquanto passeava com cachorro

A advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes, de 34 anos, foi morta a tiros enquanto passeava com o cachorro na tarde de terça-feira (18), na Avenida Cachoeira do Meirim, no bairro Benedito Bentes, em Maceió. Ela foi atacada por um homem que desceu de uma motocicleta e efetuou diversos disparos.


Segundo a Polícia Civil, uma das principais linhas de investigação é a possibilidade de Ana Walesca ter sido confundida com outra mulher, apontada como companheira de um traficante que atua na região.

“Ela pode ter sido confundida com uma pessoa que tem características físicas semelhantes a ela, que é uma esposa, uma companheira de um traficante da região”, afirmou o delegado Danilo Resende, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A polícia também investiga se o crime pode ter relação com o pai da vítima, que é policial civil. Os investigadores apuram a possibilidade de represália contra ele ou de os criminosos terem acreditado que Ana Walesca teria acesso a informações que poderiam ser repassadas ao pai.

Outra hipótese analisada é uma possível relação com a atuação profissional da advogada, que trabalhava esporadicamente na área criminal. Os investigadores devem verificar os processos e casos em que ela atuou.

O roubo seguido de morte também é considerado, embora nenhum pertence da vítima tenha sido levado, segundo a investigação.

Ataque

Imagens obtidas pela polícia mostram duas pessoas em uma motocicleta antes do homicídio. Um veículo com características semelhantes ao utilizado no ataque foi apreendido e será submetido à perícia.

De acordo com a investigação, o passageiro desceu da moto e efetuou os disparos. A arma teria apresentado falhas pelo menos duas vezes, mas o suspeito continuou tentando atirar.

Ana Walesca foi atingida por pelo menos três disparos na cabeça e no tórax. O ataque aconteceu entre 17h e 18h. Ela foi socorrida para uma UPA do Benedito Bentes e posteriormente transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde morreu.

Os celulares da advogada serão periciados para identificar possíveis ameaças, conversas ou outras informações que possam ajudar a esclarecer a motivação do assassinato.

Familiares e pessoas próximas já foram ouvidos. A Polícia Civil informou que não encontrou registros recentes de ameaças contra Ana Walesca e que ela não era investigada nem possuía registros policiais que desabonassem sua conduta.

Até o momento, ninguém foi preso. A investigação continua para identificar os responsáveis pelo crime.

A Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL) lamentou a morte da advogada e informou que acompanhará a apuração do caso.
F. IB 

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