Segundo a PF, o jovem seria integrante de uma organização criminosa responsável por fraudar benefícios previdenciários e inserir informações falsas nos sistemas do INSS. Até o momento, foram identificados 97 benefícios fraudados, com prejuízo estimado em R$ 3,5 milhões.
As investigações começaram há cerca de quatro meses, depois que a Polícia Federal identificou movimentações consideradas suspeitas nos sistemas da agência do INSS em Itapuã.
Entre as irregularidades encontradas está o cadastro de representantes legais sem autorização ou conhecimento dos titulares dos benefícios. Com isso, essas pessoas passavam a ter acesso aos pagamentos mensais e a valores retroativos.
A PF também identificou casos de reativação indevida de benefícios que estavam suspensos, o que permitia a liberação de valores retroativos.
Outra prática investigada era a renovação fraudulenta da prova de vida. Com o procedimento irregular, benefícios continuavam sendo pagos sem a confirmação de que os titulares ainda estavam vivos.
A investigação encontrou, inclusive, registros de beneficiários com mais de 100 anos de idade.
Prejuízo pode chegar a R$ 99 milhões
De acordo com a Polícia Federal, também foram encontrados casos em que os benefícios teriam sido fraudados antes mesmo de os segurados apresentarem os pedidos ao INSS.
Dados de pessoas que tinham direito à aposentadoria teriam sido utilizados para criar benefícios de forma irregular.
A estimativa é de que, caso o esquema continuasse sem ser descoberto, o prejuízo aos cofres públicos poderia chegar a aproximadamente R$ 99 milhões.
Além da prisão temporária do estagiário de 21 anos, um segundo investigado, de 18 anos, foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Ao todo, a operação cumpre uma prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão na capital baiana.
Segundo a PF, a existência de representantes legais cadastrados em diferentes estados brasileiros indica que o grupo pode ter atuação interestadual.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de estelionato qualificado, associação criminosa e inserção de dados falsos nos sistemas da Previdência Social.
A operação é realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e dimensionar o total do prejuízo provocado pelas fraudes.
F. Blog do Valente
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