Cláudio Rafael Landeiro, de 27 anos, saiu de casa para trabalhar na madrugada de 12 de agosto, mas horas depois morreu após ser confundido com um ladrão e espancado em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Imagens de câmeras de segurança mostram que o jovem foi agredido durante cerca de sete minutos e recebeu pelo menos 30 golpes com uma barra, principalmente na cabeça. As informações foram divulgadas pelo UOL.
Nas imagens, Cláudio aparece sentado nas escadas de um condomínio na Rua Felipe de Oliveira quando três homens se aproximam. Dois deles chegam de bicicleta, usando mochilas de entrega, enquanto um terceiro aparece carregando o objeto usado nas agressões.
Mesmo depois de cair no chão, ele continua sendo atingido, principalmente na cabeça. Os suspeitos deixam o local pouco depois, enquanto Cláudio permanece ferido na calçada.
Ele foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas morreu horas depois. Segundo a família, o jovem sofreu fratura no crânio e paradas cardiorrespiratórias.
Confusão começou por causa de uma bicicleta
Segundo familiares, Cláudio estava empurrando uma bicicleta que pertencia a uma de suas irmãs quando foi abordado por um segurança, que teria desconfiado que o veículo havia sido roubado.
O segurança confirmou que questionou o jovem sobre a bicicleta e admitiu ter dado um soco no braço dele.
“Quando reparei a bicicleta, perguntei se era dele, e ele disse que não era. Falei que só ia entregar a bicicleta quando aparecesse o dono, ele foi teimando, querendo levar, eu fui e dei um soco no braço dele”, disse ao site Zona Sul Urgente.
Ainda segundo o segurança, outros homens chegaram posteriormente e levaram Cláudio até a Rua Felipe de Oliveira, onde ocorreram as agressões registradas pelas câmeras.
“Eu não sei mais o que aconteceu lá. Estou sendo acusado por uma coisa que não fiz. Peço muito perdão por tudo o que aconteceu”, afirmou.
Família nega que jovem estivesse cometendo crime
A família contesta a suspeita de que Cláudio estivesse envolvido em algum crime. Uma das irmãs, Fabiana Landeiro, afirmou que ele foi abordado injustamente e acabou sendo levado para o local onde foi espancado.
“Ele abordou meu irmão e supôs que ele era um ladrão, agrediu ele e deixou que outros homens o levassem para a rua Felipe de Oliveira, uma rua escura, para matá-lo”, declarou.
Outro vídeo mostra Cláudio deixando a casa onde morava com a mãe e duas irmãs por volta das 22h26 do dia 11 de agosto. Ele aparece saindo com a bicicleta.
Segundo os familiares, o jovem tinha transtornos psicológicos e fazia acompanhamento profissional.
Conhecido como “Bart” em Botafogo, Cláudio havia trabalhado como assistente administrativo em meio período na Dataprev, conforme informações de seu perfil no LinkedIn.
Para a família, a morte foi consequência de uma sequência de agressões iniciada após uma suspeita equivocada sobre a bicicleta.
F. Blog do Valente
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