O ex-prefeito de São Felipe, Choquinha, foi alvo nesta quinta-feira (24) de uma operação da Polícia Federal. Ao Blog do Valente, ele afirmou que os agentes procuravam informações sobre uma empresa que vendeu materiais para a Prefeitura de São Felipe durante a pandemia de Covid-19, quando ele ainda estava na gestão do município. Além de Choquinha, outros alvos da operação, como a ex-secretária e sua irmã, Ana Rita, não foram presos.
A operação ocorre em diversos municípios e investiga uma empresa que prestou serviços durante a pandemia. O nome da empresa ainda não foi revelado. Segundo as investigações, há indícios de atuação coordenada de empresas, simulação de concorrência, direcionamento de contratações, sobrepreço, faturamento de produtos não entregues e fornecimento de equipamentos usados como se fossem novos.
As investigações ainda identificaram movimentações financeiras suspeitas e possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos. Ao Blog do Valente, o ex-prefeito declarou que não conhecia a empresa e que está há mais de três anos sem manter contato com os responsáveis.
Dinheiro, cheques e ouro: PF apura suspeitas de corrupção em licitações e contratos de prefeituras
“É sobre uma empresa que vendeu material na época do COVID. Essa empresa foi investigada e, como nós compramos dela, eles querem prestação de contas do motivo da compra, achando que facilitamos o processo. Eu nem conhecia esse pessoal — tanto que tenho mais de três anos sem nem ter o contato deles”, declarou.
Choquinha também afirmou que a PF esteve no local para buscar esclarecimentos e não para realizar prisões.
“Não vieram para prender ninguém, vieram só para ouvir. Porque se quisessem prender, prendiam — sabem onde a pessoa está, sabem de tudo certinho. Ninguém veio para prender ninguém, foram só esclarecimentos”, reiterou.
Saiba mais sobre a operação
A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira (24) a Operação Legado para apurar suspeitas de fraudes em licitações e contratações diretas realizadas por municípios da Bahia, do Piauí e do Espírito Santo, especialmente na área da saúde.
A ação cumpre 44 mandados de busca e apreensão em 22 municípios da Bahia, do Piauí, do Espírito Santo, de Minas Gerais e de Sergipe, além do Distrito Federal. As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que também autorizou 13 medidas patrimoniais e o bloqueio de bens até o limite de R$ 3,4 milhões.
As investigações apontaram indícios de atuação coordenada de empresas, simulação de concorrência, direcionamento de contratações, sobrepreço, faturamento de produtos não entregues e fornecimento de equipamentos usados como se fossem novos.
Também foram identificadas movimentações financeiras suspeitas e possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos.
A investigação alcançou 56 procedimentos de contratação em 31 municípios, envolvendo cerca de R$ 17 milhões. Entre os investigados estão empresários e atuais e antigos ocupantes de cargos públicos municipais.
Os fatos podem caracterizar, em tese, os crimes de organização criminosa, fraude em licitação e contrato público, falsidade documental, peculato e corrupção ativa e passiva.
F. Blog do Valente
Nenhum comentário:
Postar um comentário