terça-feira, outubro 20, 2026

ATAQUE COM TIJOLO: mulher morta pelo companheiro deixa nove filhos; família relata ciúmes e manipulação antes do crime


A família de Maria Rita, mulher assassinada pelo companheiro Carlos Magno, relatou detalhes do relacionamento do casal e das circunstâncias do crime. Em entrevista, uma das irmãs da vítima afirmou que o suspeito demonstrava ciúmes, acompanhava os passos da companheira e não aceitava o fim do relacionamento. Maria Rita deixou nove filhos, sendo oito deles com o suspeito. A criança mais nova tem quatro anos.

Segundo os familiares, o casal ficou junto por cerca de 20 anos, mas já estava separado. Maria Rita havia deixado a residência onde vivia com Carlos Magno e alugado outra casa. De acordo com a irmã, a vítima trabalhava para sustentar os filhos e era a principal responsável pelos cuidados e pela educação das crianças.

A família também relatou que Carlos Magno costumava acompanhar Maria Rita até o trabalho, comportamento que, segundo os parentes, estava relacionado ao ciúme.

Conforme o relato de uma sobrinha da vítima à família, Carlos Magno teria chamado Maria Rita para ir até a residência dele sob o pretexto de conversar e tomar cerveja. A irmã da mulher afirmou que, depois desse encontro, a vítima foi morta.

Durante a entrevista, familiares também mencionaram a informação de que Maria Rita teria sido puxada pelo braço e levada para dentro da casa do suspeito. As circunstâncias ainda precisam ser esclarecidas oficialmente pelas autoridades.

A irmã de Maria Rita disse que os parentes receberam informações que levantaram a suspeita de que o crime teria sido premeditado. Segundo ela, Carlos Magno teria comparecido com medicamentos e alegado sofrer crises de saúde mental.

Durante a transmissão, também foi informado que o suspeito teria dito às autoridades que fazia uso de medicamentos controlados e cocaína. As declarações, no entanto, não comprovam, por si só, eventual relação entre o consumo de substâncias e o assassinato.

A família afirma que ainda tenta compreender o que aconteceu e lamenta a perda da vítima.

Outro ponto destacado pela irmã foi a relação de Carlos Magno com os filhos. Segundo ela, o suspeito recebia um benefício de alimentação do trabalho e guardava mantimentos na casa onde morava, enquanto, de acordo com os familiares, faltavam alimentos na residência alugada por Maria Rita.

A irmã afirmou que os filhos chegaram a comentar sobre a diferença entre as duas casas. Para a família, a situação fazia parte de um comportamento de manipulação que dificultava o rompimento definitivo do relacionamento.

Após o crime, os parentes passaram a dividir os cuidados com as crianças e a organizar a rotina para garantir assistência aos nove filhos da vítima.

A irmã de Maria Rita afirmou que a vítima nunca chegou a registrar queixa contra Carlos Magno, apesar dos problemas enfrentados durante o relacionamento. Segundo ela, os familiares tentavam ajudá-la e acreditavam que a situação poderia melhorar.

A mulher também relatou que Maria Rita insistia em acreditar em mudanças no comportamento do companheiro.

O caso é investigado pela Polícia Civil. Carlos Magno foi citado pelos familiares como suspeito do assassinato e, conforme informado durante a transmissão, estava custodiado na carceragem dos Barris. A motivação e a dinâmica do crime deverão ser esclarecidas no decorrer das investigações.

Aló Juca

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