quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Motorista de Uber é preso cometendo assaltos em Salvador e confessa passagens na polícia


[Motorista de Uber é preso cometendo assaltos em Salvador e confessa passagens na polícia ]

Um homem de prenome Madison foi preso na última segunda-feira (23) acusado de praticar assaltos utilizando veículo cadastrado no serviço de transporte por aplicativo Uber. Após ser preso por policiais militares, o motorista Uber foi apresentado na Central de Flagrantes da Avenida Antonio Carlos Magalhães e posteriormente encaminhado ao sistema prisional.
Em um vídeo, Madison afirma que tem passagem por crimes de roubo e receptação e atualmente trabalhava com Uber. Ao ser questionado pela pessoa que grava o vídeo sobre os critérios exigidos pelos responsáveis pelo Uber para ele ser cadastrado no serviço, o assaltante disse que “foi verificado os antecedentes criminais, mas a consulta não acusou restrições, pois ele não chegou a ser sentenciado por nenhuma das infrações”. 
O BNews tentou contato com os responsáveis pelo serviço de transporte por aplicativo Uber e não teve as ligações atendidas. Em contato com o Sindicato dos Motoristas por Aplicativo e Condutores de Cooperativa do Estado da Bahia (SMATTER), a reportagem foi informada que existem critérios para se cadastrar no serviço. 
Segundo Tarcísio Borges, chefe do setor de comunicação do SMATTER, os candidatos a motoristas da Uber têm que passar critérios rígidos. “Nosso sindicato não compactua de nenhuma prática ilícita. Acreditamos no diferencial da categoria, que é a segurança, preço justo e excelência nos serviços prestados. Para ser membro do sindicato, estes motoristas têm que passar por critérios rígidos do nosso sindicato, a exemplo da apresentação de todos os documentos, como foto 3x4, comprovante de residência, antecedentes criminais, entre outros”, afirma Tarcísio Borges chefe do setor de comunicação do sindicato.
Madisom - detido em viatura da PM
Já Claudio Sena, diretor de comunicação institucional dos motoristas da Uber em Salvador sustenta que existem critérios de avaliação para a segurança do serviço para os usuários e orienta a população. “A Uber tem seu processo de filtragem e a própria empresa faz a consulta dos antecedentes. É muito provável que o indivíduo tenha ingressado com uma fraude”, comentou Claudio se referindo a Madison. 
Ainda conforme Claudio, um golpe está sendo apurado pela Uber. “Muitas pessoas estão dirigindo sem ter cadastro na Uber. Já identificamos a seguinte prática: a pessoa faz o cadastro após ser aprovado, ele entrega o carro para outra pessoa dirigir sem comunicar a Uber. Os clientes devem sempre conferir, se modelo, placa do veículo, nome e foto do motorista estão condizentes com o que está no aplicativo. Caso haja divergência nestas informações, o usuário do serviço deve evitar pegar esse carro e através do aplicativo imediatamente reportar a Uber”, orienta. 
Os candidatos a motorista da Uber, segundo Claudio, devem apresentar documentos como o comprovante de residência, RG, CPF, entre outros que terão seus dados cruzados com os da Receita Federal e Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). Ainda conforme Claudio, somente após a análise desses dados é que o cadastro é aprovado.
O diretor de comunicação que representa os motoristas destacou que “os cuidados são suficientes e podem ser aprimorados e estão constantemente sendo aprimorados”. Ele também comentou que sobre o caso de Madison, “é preciso checar e fazer um levantamento se ele estava de fato cadastrado no aplicativo e caso tenha sido cadastrado, verificar como foi aprovado esse cadastro”, sugere. 
BNews

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