quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Mulher que usava carro para vender roupas na BA tem placa clonada e é obrigada a parar de trabalhar



Uma moradora de Salvador foi obrigada a deixar de trabalhar, após a placa do carro dela ter sido clonada há cinco anos. A mulher, que não quis se identificar, conta que vendia roupas no veículo e que, com o problema, não pode tirar o automóvel da garagem e nem vendê-lo.
“Não posso vender o veículo. Um veículo que comprei por R$ 62 mil, hoje não está valendo nem R$ 20 mil. [Quero] trocar a placa do meu veículo, para que eu possa vender e sair dessa situação”, diz.
Além de registrar queixa na polícia, a dona do carro, comprado em 2010, comunicou ao Detran o problema e solicitou a mudança da placa. O órgão já deu autorização para que a placa seja trocada, mas o banco que financiou a compra não quer transferir o automóvel para o nome dela, por causa das multas que não foram pagas.
A placa do carro foi clonada no Rio de Janeiro, e a investigação policial realizada a pedido da vítima revelou que o automóvel no RJ já foi até revendido, e que o o homem responsável pela clonagem já tem mais de 30 passagens pela polícia por crimes parecidos.
De acordo com o major Luíde Souza, especialista em trânsito, a mulher deve buscar um acordo com o banco financiador do veículo. “Ela deve procurar a instituição financeira, entrar em acordo, pois de fato esse veículo ainda pertence ao banco. O banco tem que ajudá-la no processo jurídico, no intuito de resolver a situação dela”, afirmou.
Especialistas
Segundo o Detran, em 2016, mais de 600 pessoas pediram a troca da placa do carro na Bahia, por conta de clonagem. O órgão destacou que, este ano, o número desse tipo de crime cresceu 40% no estado.
Marcelo Tannus, titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, destacou que, assim que a suspeita de clonagem for identificada, o proprietário do veículo deve procurar a polícia. “O primeiro passo é registrar a ocorrência”, diz.
O major Luíde Souza afirma que é necessário procurar também o órgão de trânsito. “De imediato, ele deve registrar o boletim de ocorrência na delegacia, deve realizar a defesa prévia de cada multa que chegar, alegando que o veículo dele está com suspeita de clonagem, e devem também procurar o Detran. O setor de clonagem do Detran, se for em Salvador; e no interior será na Ciretran mais próxima. Fazendo isso, será aberto um processo administrativo, cuja finalidade é a comprovação da clonagem”, explica.
De acordo com o especialista em trânsito, caso a clonagem seja comprovada, o Detran vai solicitar o cancelamento das multas junto ao órgão que fez a autuação e autorizar a troca da placa do veículo.
Souza ressalta entretanto, que não é fácil comprovar a clonagem. “Por isso, nossa sugestão é que, no seu dia a dia, guarde os comprovantes de estacionamento, comprovantes de abastecimento; quando for abastecer, solicite que coloque a placa no cupom fiscal. Tenha sempre isso guardado porque, se por ventura, tiver seu veículo clonado, você terá como comprovar que ele não estava naquele local onde foi autuado”, afirma.

Fonte: G1

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