segunda-feira, janeiro 26, 2026

MATOU O CACHORRO: PM vai a júri popular por tentar matar vizinha após discussão por cães na Bahia


A Justiça da Bahia decidiu que o tenente da Polícia Militar Wilson Pedro dos Santos Júnior será levado a júri popular por tentativa de homicídio. O caso aconteceu em junho de 2015, em um condomínio residencial de Teixeira de Freitas, no extremo sul do estado, quando ele atirou contra a vizinha Bruna Holtz Carvalho e os dois cachorros dela após um desentendimento.

A decisão foi proferida na última sexta-feira pelo juiz Gustavo Vargas Quinamo, que entendeu haver indícios suficientes de autoria e materialidade para que o réu responda por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. De acordo com a denúncia, o policial teria se irritado depois que os animais urinaram no gramado da casa dele.

Imagens de câmeras de segurança do condomínio registraram o momento dos disparos. Bruna passeava com dois cães e conseguiu salvar apenas um deles. Apollo, um buldogue francês de 4 anos, foi atingido por diversos tiros e morreu. O PM não será julgado por maus tratos a animal porque esse crime já prescreveu, segundo o magistrado.

Em depoimento, o tenente admitiu ter efetuado os disparos, mas afirmou que pretendia atingir apenas os animais. O juiz, no entanto, destacou que os tiros foram feitos a curta distância, em área residencial, o que, segundo a decisão, permite enquadrar o caso como tentativa de homicídio.

Wilson Pedro dos Santos Júnior vai responder ao processo em liberdade e será julgado pelo Tribunal do Júri da comarca de Teixeira de Freitas. A defesa ainda pode recorrer da decisão.

O Tribunal de Justiça da Bahia foi questionado sobre a demora para que o caso fosse levado a júri. O Ministério Público denunciou o militar por tentativa de homicídio em maio de 2016. A Polícia Militar também foi procurada para informar se o tenente continua na corporação. O texto será atualizado quando houver posicionamentos.

Após o crime, que teve repercussão nacional, Bruna Holtz Carvalho falou sobre o caso na época. Natural de Salvador, ela havia se mudado para Teixeira de Freitas cerca de um mês antes. Apollo tinha sido comprado dois meses antes do ataque.

Segundo Bruna, o desentendimento começou no dia anterior aos tiros. “Minha cachorra cheirou o jardim dele durante um passeio de rotina. Quando voltei para casa, tinha uma carta embaixo da minha porta me ameaçando”, relatou.

Na mensagem, o policial teria acusado um dos cães de invadir o jardim e danificar a grama, além de fazer ameaças caso a situação se repetisse. “Ele disse que ia me matar. Estou temendo pela minha vida. E ele está na casa dele, como se nada tivesse acontecido, com a arma dentro de casa”, desabafou na ocasião. As informações são do g1.

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