quinta-feira, fevereiro 19, 2026

AFASTADOS DAS RUAS: Justiça retira PMs de serviço após denúncia de agressões e homofobia no Carnaval


A Justiça da Bahia determinou o afastamento temporário de quatro policiais militares envolvidos em uma denúncia de agressões físicas e insultos homofóbicos ocorrida no último sábado (14/02), no circuito Barra-Ondina. O episódio, registrado na região do Morro do Gato, teve como vítimas um soldado da PM que estava de folga, seu marido e um amigo do casal, também integrante da corporação, que precisou passar por cirurgia após ser atingido no rosto.

O soldado da PM e professor João Cruz, que denunciou as agressões, chegou a ser preso em flagrante por desrespeito a superior, sendo liberado pela Justiça na última terça-feira (17). Os policiais afastados foram o marido do professor e três suspeitos das agressões.

De acordo com o relato das vítimas, a confusão começou após João e seu esposo sofrerem ofensas homofóbicas de um folião. Ao tentarem intervir, foram abordados com truculência por guarnições do BPATAMO e oficiais auxiliares.

O professor denunciou ter sido atingido por golpes de cassetete e alvo de injúrias raciais e homofóbicas, enquanto o colega do casal sofreu lesões graves e permanece internado no Hospital Geral do Estado (HGE).

“O rapaz a xingou e o meu amigo foi perguntar o motivo, sem procurar problema e sem entrar em vias de fatos. Nesse momento, chegaram outras três pessoas que estavam com o homem para tentar resolver a situação”, disse João em entrevista à TV Bahia.

A PM disse em nota enviada ao Informe Baiano, que a versão apresentada não procede:

“Durante a ação, um dos envolvidos, já ferido em decorrência das agressões entre os participantes, identificou-se como policial militar. As equipes realizaram a separação dos envolvidos, o isolamento da área e a condução dos feridos para atendimento médico.No curso da ocorrência, outro policial militar que se encontrava de folga e também participava da confusão apresentou comportamento exaltado e desrespeitoso, sendo conduzido ao Posto de Comando para adoção das medidas cabíveis, inclusive quanto à apuração de eventual crime militar”.

Quanto à denúncia de “condução incompatível com a situação, uso de expressões de cunho homofóbico e retenção temporária de aparelho celular — a Corporação informa que todos os fatos serão rigorosamente apurados, com análise dos procedimentos adotados”.

O caso é investigado pela 7ª Delegacia Territorial (DT), localizada no bairro do Rio Vermelho, e pela Corregedoria da PM. A corporação afirmou que o afastamento “visa assegurar a adequada apuração dos fatos no âmbito do Inquérito Policial Militar (IPM), cujo prazo para conclusão é de sessenta dias”.

Além disso: “a Corporação informa que cumpre integralmente a decisão e que a Corregedoria instaurou os procedimentos administrativos disciplinares cabíveis, reafirmando seu compromisso com a legalidade e a transparência nas apurações”

F.IB

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