quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Após alta hospitalar, suspeito de matar companheira a facadas apresenta versão e alega legítima defesa: ‘Eu amava ela’


A narrativa é contestada pela família da vítima. “Quando ele bebia, ficava violento, agressivo”, desabafou o filho da diarista.

Um crime brutal chocou os moradores do Residencial Asa Branca III na noite do último domingo (1º). A diarista Maria Aparecida Conceição Santos, de 47 anos, foi assassinada a facadas dentro de sua própria residência. O principal suspeito é seu companheiro, Antônio Oliveira dos Santos, conhecido como “Pássaro”, que foi preso em flagrante.

A Versão do Suspeito

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (4) à Rádio Subaé (programa Ronda Policial), logo após receber alta do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), Antônio apresentou sua versão dos fatos. Ele alega que o crime teria sido motivado por um suposto flagrante de infidelidade.

Segundo o suspeito, ao ser descoberta com outro homem, Maria Aparecida teria tentado atacá-lo com uma faca de cozinha.

Antônio afirma ter sido ferido na mão e no peito antes de desarmar a companheira e desferir o golpe fatal. “Eu choro todo dia. Eu amava ela, a gente se dava bem”, declarou, emocionado, negando possuir histórico de violência doméstica ao repórter

Contradições e Relatos de Agressividade

A narrativa de legítima defesa é veementemente contestada pela família da vítima. Durante a liberação do corpo, José Hamilson de Jesus, filho de Maria Aparecida, revelou que o comportamento do padrasto era instável e perigoso, especialmente sob o efeito de álcool.

“Quando ele bebia, ficava violento, agressivo”, desabafou o filho. Segundo ele, a mãe já havia sido agredida em outras ocasiões, mas mantinha o relacionamento na esperança de que o companheiro mudasse. Relembre o caso 

Revolta e Prisão

A tragédia gerou revolta na comunidade; moradores cercaram Antônio e iniciaram as agressões. O suspeito foi socorrido por uma equipe do SAMU e encaminhado ao HGCA sob custódia policial, apresentando diversos ferimentos, inclusive na região da cabeça.

Maria Aparecida foi atingida por uma facada na região cervical esquerda. Ela chegou a ser socorrida e levada à Policlínica do George Américo, mas já deu entrada na unidade sem sinais vitais.

Blog Central de Polícia, com informações do programa Ronda Policial e foto Denivaldo Costa

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