Um delegado foi afastado da função por suspeita de atuar em favor de uma organização criminosa, facilitando as atividades dos integrantes do bando e contribuindo para a proteção do grupo.
Além dele, dois empresários, sendo pai e filho, tiveram a prisão preventiva decretada após denúncia oferecida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Por meio de nota divulgada à imprensa, o órgão detalhou que o caso tem relação com adulteração de sinais identificadores de veículos, receptação qualificada, falsidade ideológica e crimes contra a ordem tributária.
"O grupo estruturou uma organização criminosa que operava a partir de uma empresa do setor de implementos rodoviários, instalada em Itapecerica da Serra. A estrutura da pessoa jurídica era utilizada para comercializar reboques e semirreboques com sinais identificadores adulterados ou suprimidos, muitos deles de origem ilícita. Para viabilizar o esquema, os veículos eram apresentados como se fossem novos ou de fabricação própria, com emissão de documentos e notas fiscais que mascaravam a real procedência dos equipamentos", disse.
Ainda de acordo com o MPSJ, as diligências também apontaram que líderes do grupo coordenavam as atividades ilícitas e a relação com clientes e funcionários, enquanto outros integrantes atuavam nas áreas administrativa, financeira e comercial da empresa, movimentando valores e participando de transações vinculadas ao conluio. "Em fiscalizações rodoviárias realizadas em diferentes Estados, autoridades identificaram implementos registrados como sendo da empresa, mas que apresentavam características estruturais de outros fabricantes e sinais de remarcação de chassis".
F.B.NEWS

Nenhum comentário:
Postar um comentário