Uma mulher, de 41 anos, foi morta a facadas dentro do carro do ex-marido após cair em uma emboscada armada por ele na manhã desta segunda-feira (9), na DF-128, na região de Planaltina, no Distrito Federal.
A vítima, a manicure Luana Moreira, foi atacada pelo motorista de aplicativo Wellington de Rezende Silva, de 43 anos, que confessou o crime à polícia. Segundo a investigação, o suspeito alegou ter agido por “ciúmes intensos”.
De acordo com o delegado-chefe da 16ª Delegacia de Polícia, Richard Valeriano, o homem escondeu uma faca de açougueiro debaixo do tapete do motorista antes de buscar a ex-companheira.
Luana morava no Jardim Ruiz, com uma amiga. Ainda segundo a polícia, a amiga chegou a alertar para que ela não entrasse no carro, mas a manicure acabou aceitando a carona sem desconfiar do que estava por vir.
Discussão terminou em ataque
Durante o trajeto, os dois começaram a discutir. O suspeito teria insistido para retomar o relacionamento, mas Luana recusou.
Nesse momento, Wellington sacou a faca e segurou a vítima. A mulher chegou a soltar o cinto de segurança na tentativa de escapar, mas foi atacada.
Segundo o relato policial, o homem começou a estrangulá-la. Quando ela desmaiou, ele passou a desferir golpes com a faca.
A perícia identificou ao menos três perfurações, sendo uma no pescoço, outra nas costelas e uma na orelha. Também foram encontradas marcas de defesa nas mãos da vítima, indicando que ela tentou se proteger.
Vítima implorou pela vida
Durante o ataque, Luana teria implorado para que o ex-marido parasse.
Ela pediu que ele pensasse na filha do casal e nos outros dois filhos, mas o homem continuou com as agressões.
Segundo a investigação, ele ainda teria dito à vítima: “Você já está morta”.
Ligação após o crime
Após o assassinato, o motorista de aplicativo pegou o celular da vítima e fez uma ligação para um homem que ele acreditava ser o novo namorado dela.
Durante a chamada, disse:
“Fiz uma besteira, matei minha mulher por sua causa”.
Em seguida, o suspeito também fez uma chamada de vídeo para a esposa desse homem, que conhecia Luana, e mostrou o corpo da vítima dentro do carro.
Preso após ir à delegacia
Depois do crime, Wellington dirigiu até a 16ª Delegacia de Polícia, levando o corpo da ex-mulher no banco do passageiro.
Ele foi preso em flagrante. A faca usada no ataque foi apreendida.
Durante o depoimento, o suspeito afirmou que uma mulher teria ameaçado Luana anteriormente, mas não existe registro policial dessa suposta ocorrência.
Histórico de ciúmes
Familiares relataram à polícia que Wellington era extremamente ciumento e controlador. Em um episódio anterior, ele teria quebrado o celular da vítima.
Segundo o delegado, existe um registro de lesão corporal feito por Luana em 2004, com base na Lei Maria da Penha. Depois disso, não há outras ocorrências registradas.
No interrogatório, o suspeito demonstrou frieza e não apresentou arrependimento, repetindo que o ciúme foi o motivo do crime.
O casal manteve um relacionamento por cerca de 20 anos e teve três filhos.
F.B.NEWS

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