“Eu fui parar em cativeiro, fui estuprada, foi muito forte”, declarou.
Segundo Maíra, o episódio aconteceu há cerca de 25 anos e deixou marcas profundas em sua vida. A influenciadora contou que procurou ajuda policial após sofrer ameaças e agressões, mas afirmou não ter recebido apoio das autoridades na época.
O delegado falou: ‘Briga de marido e mulher não se mete a colher’”, relembrou.
Após a situação, Maíra Cardi disse que decidiu deixar São Paulo e se mudou para o Mato Grosso por orientação de pessoas próximas. Segundo ela, a experiência foi decisiva para mudar sua postura diante da vida.
“Eu entendi que precisava me defender, precisava falar, precisava me impor. Foi o momento em que pensei: ou faço alguma coisa por mim, ou ninguém vai fazer”, afirmou.
Durante a entrevista, a empresária também relembrou situações de assédio que afirma ter sofrido no ambiente de trabalho envolvendo um antigo chefe de uma emissora de televisão. Sem revelar nomes, ela disse que o homem costumava agir de forma invasiva com funcionárias diante de outras pessoas.
“Ele vinha com as duas mãos no peito e apertava, na frente de todo mundo”, contou.
De acordo com Maíra, o comportamento era tratado como algo normal dentro da empresa, dificultando reações e denúncias por parte das vítimas.
“Você fica desconfortável e não quer parecer louca, porque ele fazia isso na frente de todo mundo”, afirmou.
A influenciadora relatou ainda que tentou impor limites, mas disse ter sido desacreditada.
“Eu falava que não gostava daquilo, que não queria, e ele me tratava como se eu fosse louca”, recordou.
Maíra Cardi afirmou que nunca havia falado publicamente sobre os episódios por considerar o assunto “constrangedor”, mas destacou a importância de dar visibilidade a relatos de mulheres que passaram por situações semelhantes.
“Hoje em dia, graças a Deus, a gente tem lugar de voz”, declarou.
Atualmente, a influenciadora é casada com Thiago Nigro e é mãe de três filhos.
F. Blog do Valente
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