terça-feira, maio 19, 2026

‘Serial killers’ mataram quatro pessoas em ‘ritual satânico’ para tentar acertar números da Mega-Sena


Quatro assassinatos transformaram um sítio na zona rural de Iguatu, no interior do Ceará, em um palco de rituais macabros. O crime, que já foi desvendado pela polícia, é considerado um dos mais impactantes da história do Estado. Gleudson Dantas Barros e Roberto Alves da Silva foram condenados pelo Tribunal do Júri por comandarem uma espécie de “seita satânica”. Entre 2017 e 2018, a dupla cometeu quatro assassinatos com o objetivo de realizar rituais e conseguir os números do prêmio da Mega-Sena. 

A investigação da Polícia Civil começou em maio de 2018, após o desaparecimento do estudante Jheyderson de Oliveira Chavier. Imagens de câmeras de segurança mostraram o jovem na companhia de Gleudson, apontado como o líder do grupo. Após a prisão dos suspeitos, os agentes e o Corpo de Bombeiros localizaram quatro cadáveres enterrados em covas rasas no Sítio Canto, localizado no distrito de Suassurana. Um adolescente que participava das execuções também foi encontrado morto durante as investigações. A perícia concluiu que o jovem cometeu suicídio. 


O modus operandi dos criminosos seguia um roteiro fixo em todas as execuções, de acordo com a polícia. Segundo as investigações, os homens deixavam uma cova previamente preparada no terreno e atraíam os alvos até o local com falsas promessas de festas, dinheiro ou carona.


“Lá eles colocavam um pano cobrindo a cabeça da vítima, pediam para eles se concentrarem, pensarem no número da Mega-Sena, aí chegava um por trás e dava um tiro na nuca. As quatro vítimas foram mortas dessa forma”, revelou o delegado da Polícia Civil, Marcos Sandro Lira, ao detalhar a mecânica dos rituais.

Cova em que um dos corpos foi localizado pelos Bombeiros

Os corpos das vítimas eram desenterrados e partes dos restos mortais eram utilizadas para ornamentar um altar satânico montado na residência de Roberto Alves, apelidada pelos investigadores de “Casa da Morte”. Além do dinheiro da loteria, o líder da seita desejava obter “poderes divinos”, mulheres e “poder para desafiar qualquer um”.

De acordo com informações do Ministério Público, as vítimas eram escolhidas com base em suas vulnerabilidades. “Eles escolhiam aleatoriamente. Eram serial killers psicopatas que se fingiam de religiosos para se infiltrar na sociedade. Eles escolhiam pessoas frágeis psicológica e emocionalmente, mas se fosse alguém que tinha alguma rixa com eles, era um alvo preferencial”, afirmou o delegado Sandro Lira.

Os dois homens cumprem pena em regime fechado após receberem sentenças somadas que ultrapassam 38 anos de reclusão. Eles foram condenados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e vilipêndio de cadáver. Em um dos interrogatórios, Roberto Alves afirmou sentir arrependimento e disse que os rituais não estavam resultando em melhorias para sua vida. Investigadores garantiram que, caso não tivessem sido parados pela polícia, os criminosos continuariam fazendo novas vítimas na região. 

F.BACCI NOTICIAS

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