quinta-feira, agosto 27, 2026

Empresária de 31 anos morre após realizar procedimentos estéticos no sul da Bahia

Uma empresária de 31 anos morreu após passar por procedimentos de cirurgia plástica em Ilhéus, no sul da Bahia, na madrugada desta quarta-feira (26.08). A causa da morte ainda está sendo apurada.

Adriele da Silva Pinto, que morava nos Estados Unidos há cerca.
de cinco anos, viajou para o Brasil para realizar quatro procedimentos estéticos: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma.

De acordo com informações repassadas pela família, a cirurgia começou por volta das 15h de segunda-feira (25.08) e a previsão era de que fosse concluída às 20h. No entanto, diante da demora, familiares passaram a buscar informações sobre o estado de saúde da empresária.

A família foi comunicada sobre a morte durante a madrugada. Diante das circunstâncias, os familiares registraram um boletim de ocorrência para que o caso seja investigado.

Segundo o advogado da família, o hospital teria informado que Adriele passou mal durante o procedimento. O representante também questionou informações relacionadas ao atestado de óbito e afirmou que o documento não teria sido assinado pelo médico responsável pela cirurgia.

O procedimento foi realizado pelo cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback, que, em 2023, foi citado em denúncias feitas por pacientes relacionadas a cirurgias plásticas. Na época, os relatos foram divulgados publicamente e envolveram acusações de procedimentos considerados mal realizados.

Cremeb se manifesta

O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou, em nota, que atualmente não existe processo ético-profissional em tramitação no Tribunal de Ética Médica envolvendo o médico responsável pelo procedimento.

Sobre denúncias anteriores, o conselho afirmou que os resultados foram comunicados às partes envolvidas e que o processo ético-profissional segue protegido pelo sigilo previsto na legislação.

O Cremeb também explicou que eventuais sanções de caráter público aplicadas ao médico serão divulgadas no site oficial da entidade e no Diário Oficial da União.

Defesa nega intercorrências durante cirurgia

A defesa de Rossini Tebaldi Ruback lamentou a morte da empresária e afirmou que o procedimento transcorreu sem intercorrências.

Segundo a versão apresentada pelo advogado do médico, a paciente apresentou uma alteração grave e inesperada do quadro clínico já na fase final da cirurgia, após o procedimento ter sido concluído.

A defesa afirma que a equipe médica identificou sinais compatíveis com hipertermia maligna, uma condição rara e potencialmente fatal relacionada à suscetibilidade individual a determinados agentes utilizados durante a anestesia.

Ainda segundo a nota, a equipe teria adotado imediatamente as medidas de emergência indicadas, incluindo a administração de medicação específica e manobras para tentar estabilizar a paciente. Um médico cardiologista também teria participado das tentativas de reanimação. Apesar das medidas adotadas, Adriele não respondeu ao tratamento e morreu.

A defesa sustenta ainda que a condição seria imprevisível e não detectável por exames pré-operatórios de rotina, e afirma que toda a assistência prestada está registrada no prontuário médico.

O advogado do médico declarou que ele está à disposição da família, das autoridades e dos órgãos de classe para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações. O caso deverá ser apurado pelas autoridades para esclarecer as circunstâncias da morte.
F. Feira em Ação 

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