Adriele da Silva Pinto, que morava nos Estados Unidos há cerca.
de cinco anos, viajou para o Brasil para realizar quatro procedimentos estéticos: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma.
de cinco anos, viajou para o Brasil para realizar quatro procedimentos estéticos: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma.
De acordo com informações repassadas pela família, a cirurgia começou por volta das 15h de segunda-feira (25.08) e a previsão era de que fosse concluída às 20h. No entanto, diante da demora, familiares passaram a buscar informações sobre o estado de saúde da empresária.
A família foi comunicada sobre a morte durante a madrugada. Diante das circunstâncias, os familiares registraram um boletim de ocorrência para que o caso seja investigado.
Segundo o advogado da família, o hospital teria informado que Adriele passou mal durante o procedimento. O representante também questionou informações relacionadas ao atestado de óbito e afirmou que o documento não teria sido assinado pelo médico responsável pela cirurgia.
O procedimento foi realizado pelo cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback, que, em 2023, foi citado em denúncias feitas por pacientes relacionadas a cirurgias plásticas. Na época, os relatos foram divulgados publicamente e envolveram acusações de procedimentos considerados mal realizados.
Cremeb se manifesta
O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou, em nota, que atualmente não existe processo ético-profissional em tramitação no Tribunal de Ética Médica envolvendo o médico responsável pelo procedimento.
Sobre denúncias anteriores, o conselho afirmou que os resultados foram comunicados às partes envolvidas e que o processo ético-profissional segue protegido pelo sigilo previsto na legislação.
O Cremeb também explicou que eventuais sanções de caráter público aplicadas ao médico serão divulgadas no site oficial da entidade e no Diário Oficial da União.
Defesa nega intercorrências durante cirurgia
A defesa de Rossini Tebaldi Ruback lamentou a morte da empresária e afirmou que o procedimento transcorreu sem intercorrências.
Segundo a versão apresentada pelo advogado do médico, a paciente apresentou uma alteração grave e inesperada do quadro clínico já na fase final da cirurgia, após o procedimento ter sido concluído.
A defesa afirma que a equipe médica identificou sinais compatíveis com hipertermia maligna, uma condição rara e potencialmente fatal relacionada à suscetibilidade individual a determinados agentes utilizados durante a anestesia.
Ainda segundo a nota, a equipe teria adotado imediatamente as medidas de emergência indicadas, incluindo a administração de medicação específica e manobras para tentar estabilizar a paciente. Um médico cardiologista também teria participado das tentativas de reanimação. Apesar das medidas adotadas, Adriele não respondeu ao tratamento e morreu.
A defesa sustenta ainda que a condição seria imprevisível e não detectável por exames pré-operatórios de rotina, e afirma que toda a assistência prestada está registrada no prontuário médico.
O advogado do médico declarou que ele está à disposição da família, das autoridades e dos órgãos de classe para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações. O caso deverá ser apurado pelas autoridades para esclarecer as circunstâncias da morte.
F. Feira em Ação
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