sábado, 23 de setembro de 2017

A polícia apreendeu 16 fuzis, 12 granadas, duas pistolas e uma quantidade não divulgada de entorpecentes



As Forças Armadas vão continuar na Rocinha após a prisão do traficante Luiz Alberto Santos de Moura, conhecido como Bob do Caju, que, segundo a Polícia, se preparava para uma ação na favela da Zona Sul do Rio de Janeiro. Além do traficante, foram presos mais quatro bandidos, apreendidos 16 fuzis (nove importados), 12 granadas, duas pistolas e uma quantidade não divulgada de entorpecentes.
A prisão acontece dias depois de uma tentativa de invasão por traficantes na Rocinha, que fez com que 950 homens das Forças Armadas fossem convocados para cercar a favela. A prisão do traficante no entanto foi realizada na Ilha do Governador, após denúncia.
"O criminoso foi preso e não reagiu, ele portava uma pistola, e as armas ostentavam o símbolo do traficante Bob (desenho O mundo de Bob) para serem facilmente emprestados e depois devolvidos", disse o delegado que comandou a operação que realizou a prisão, Maurício Mendonça, após coletiva sobre a operação.
De acordo com o secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, Roberto Sá, não há conhecimento de uma nova invasão na Rocinha e no momento estão sendo feitas buscas nas matas da favela para encontrar bandidos que estariam se escondendo no local.
Sá negou que tenham sido expedidos mandados coletivos de busca e apreensão, mas não descartou a adoção da medida. "A peça está sendo avaliada, mas não foi entregue até o momento, o balanço que faço é que foi um trabalho muito bom em conjunto com as Forças Armadas", disse.
O chefe da 1ª Divisão de Exército, general das Forças Armadas, Mauro Sinotti, explicou ter sido inevitável fazer um controle mais forte na comunidade da Rocinha ontem, mas que hoje a população já estaria liberada para se locomover normalmente.
Na tarde deste sábado, no entanto, tiros voltaram a ser ouvidos na Rocinha. Ainda não há detalhes sobre o novo confronto, mas o tiroteio ocorreu por volta de 13h30 enquanto autoridades de segurança concedediam entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), para fazer um balanço das operações iniciadas devido à guerra de traficantes na comunidade.
Correios

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