quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Sete agências são explodidas em um período de cinco dias no interior da Bahia



Quatro agências bancárias foram explodidas no interior da Bahia apenas na madrugada desta quinta-feira (7). Os casos foram registrados no município de Araci e em Pilar, distrito de Jaguarari. As instituições financeiras atacadas foram as mesmas: Banco do Brasil e Bradesco.
De acordo com números do Sindicato dos Bancários, sete agências já foram alvo de quadrilhas apenas neste mês de dezembro. Em 2017, 76 agências foram alvos de explosões, arrombamentos, assaltos, assaltos mediante sequestro e tentativas frustradas. Dezesseis ataques foram registrados na capital este ano.
Em Camamu, a ousadia dos criminosos foi tanta que uma agência do Banco do Brasil chegou a ser atacada duas vezes em menos de 24 horas, entre os dias 2 e 4 deste mês. Na cidade de Malhada, no Vale do São Francisco, outra agência do BB completa a lista de instituições financeiras explodidas nos últimos dias. 
Ao BNews, o presidente do Sindicato dos Bancários, Augusto Vasconcelos, demonstrou preocupação com as investidas criminosas, ressaltando que há cerca de três anos vem discutindo a questão com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o governo estadual. "O Sindicato defende que tenhamos uma convergência de esforços entre bancos e o Poder Público. É inaceitável o baixo volume de investimento nos bancos, principalmente na instalação de câmeras nas fachadas das agências", criticou. 
Vasconcelos ainda cobrou maior fiscalização nas estradas baianas, com apoio das Forças Armadas, diante do tráfico de explosivos. "Esses explosivos circulam livremente por nossas estradas", afirmou. Ainda ao site, o sindicalista reconheceu empenho da polícia baiana, responsável por redução percentual de ataques, mas pregou intensificação das ações neste período. Segundo ele, os bancos direcionam em média 6,5% do lucro geral à segurança, "porém, mais de 90% do investimento é para proteção em transações de internet".   
QUADRILHAS 
Procurada pelo BNews, a Secretaria da Segurança Pública ressaltou, em nota, que os casos recentes de roubo a banco estão sendo investigados com total prioridade pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) da Polícia Civil, com apoio da Superintendência de Inteligência da SSP e da Polícia Militar. 
De acordo com a pasta, o trabalho da polícia no ano passado apresentou redução de 54% dos casos, comparado com 2015. Neste ano, de janeiro a novembro, um decréscimo de 8%. Conforme levantamento parcial da SSP, 92 casos foram registrados em 2017, contra 100 no ano anterior (tabela abaixo). O número divergente ao disponibilizado pelo sindicato é ocasionado, segundo a assessoria da SSP, pela classificação de registro, a exemplo de uma pedra arremessada contra uma vidraça de agência. 
A ação da polícia baiana foi responsável pela desarticulação de oito quadrilhas especializadas em ataques contra instituições financeiras neste ano. Com os criminosos foram apreendidas 64 armas, entre elas 14 fuzis.
Em tempo, a SSP salientou que algumas medidas de segurança poderiam ser colocadas em prática pelos bancos: "Outros países, que passaram pela mesma situação do Brasil, praticamente zeraram os casos com a instalação de dispositivos que trituram ou mancham as notas com tinta quando violadas". O mecanismo também é defendido pelo Sindicato dos Bancários.
As investidas criminosas desta madrugada foram registradas por populares no distrito de Pilar, em Jaguarari, e Araci.

Bocão News.

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