quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Homem morre antes de começar trabalho após 3 anos de desemprego



Rafael dos Santos Barbosa, 35 anos, sofreu um infarto e morreu às vésperas de começar um novo trabalho depois de três anos de desemprego. A família dele, de Campo Limpo Paulista (SP), criou uma vaquinha online para pagar pelo enterro de Rafael, que morreu no dia do Natal. As informações do G1. 
Maria Aparecida de Carvalho, 33 anos, viúva de Rafael, foi passar o final de ano com parentes em Minas Gerais. Ela contou que parou de trabalhar depois que o filho Arthur, 4 anos, foi diagnosticado com autismo. Ela fica em casa cuidando dele e da caçula, Isis, de 1 ano. Depois de três anos sem trabalhar, Rafael finalmente tinha um emprego que ia ajudar a família a superar as dificuldades financeiras. 
"Ele estava entusiasmado com o novo emprego e o novo tratamento que meu filho começaria", conta a mulher. 
Segundo ela, Rafael não tinha nenhum problema conhecido de saúde. Mas no dia do Natal, ela o encontrou pela manhã já sem vida, depois de dormir na sala da casa de um parente. "Mantive a calma por causa das crianças. Enquanto ligavam para o Samu, procurei o pulso dele, mas as extremidades estavam sem cor e geladas. Abri seus olhos e as pupilas já estavam dilatadas. Ele morreu dormindo e não houve Natal", diz.
As despesas para levar o corpo e enterrar ficaram em R$ 5,6 mil. Com uma vaquinha online, a família conseguiu mais, chegando a R$ 12 mil. 
Dificuldades
A mulher lembra que os últimos anos foram complicados para a família. Rafael ficou desempregado pouco depois do filho Arthur ser diagnosticado com autismo. No final de 2017, eles conseguiram um convênio que banca terapia para o garoto. A dona de casa chegou a montar um brechó para ajudar em casa.
Mesmo com todas as dificuldades, Rafael sempre foi um bom pai e marido. "Ele era aquele super pai, levava o Arthur nas terapias, fazia mercado e nos levava em passeios", relembra Maria. 
Agora, ela pretende usar o dinheiro a mais para tirar uma carteira de habilitação e poder levar o filho para as sessões de tratamento. As doações continuam acontecendo. "O pessoal continua contribuindo! Aconteceu muita coisa com a gente e por conta da nossa história acredito que as pessoas se sintam mais comovidas em ajudar. As pessoas estão sendo muito generosas e eu estou sendo honesta, pois elas sabem que não tínhamos condições de bancar o funeral e de todas as dificuldades", acredita.
G1

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