domingo, 24 de setembro de 2017

Codinome de Geddel em novas planilhas da Odebrecht é 'Babel' baiano já foi 'Jacaré'



Com base no Drousys, sistema de comunicação usado pelo Setor de Operações Estruturadas ou o "Departamento de Propina" da Odebrecht, um relatório do Ministério Público Federal (MPF) aponta que há novos codinomes de caciques políticos do PMDB. O documento foi entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo informações do O Globo, o ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, é identificado como "Babel". Os documentos afirmam que o político baiano teria recebido um total de R$ 2,1 milhões em 2010 e R$ 100 mil em 2013. Antes disso, pagamentos feitos em 2008 e 2009 indicam para propinas de mais de R$ 3,5 milhões.
O ex-ministro, que foi preso na Operação Tesouro Perdido após ser vinculado a um bunker de R$ 51 milhões, também já foi identificado como 'Jacaré'. Nesse caso, o apelido seria uma referência à forma como o doleiro Lúcio Funaro chamava Geddel, comparando a ambição do baiano com a boca do animal. De acordo com a publicação, em algumas situações, um mesmo político contou com mais de um apelido nas planilhas e e-mails de pagamentos da empresa.
Foi o caso do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que é apontado como "Primo", "Fodão" e "Bicuira". No total, os três pseudônimos teriam recebido quase R$ 5 milhões. Assim como Padilha, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, teria faturado R$ 600 mil em 2008, R$ 650 mil em 2009, R$ 12 milhões em 2010, R$ 2,2 milhões em 2012, R$ 2,1 milhões em 2013 e R$ 11,1 milhões em 2014 como "Caranguejo".
O MPF aponta ainda que o ex-deputado seria o destinatário de três pagamentos que totalizaram R$ 3 milhões como "Acadêmico" e também uma parcela de R$ 300 mil como "Calota". Também listado na planilha aparece outro ex-presidente da Câmara preso, o ex-deputado Henrique Eduardo Alves.
Como "Rio Grande", ele teria R$ 112 mil em setembro de 2010 e US$ 67,3 mil, o equivalente a R$ 125 mil na época. Já como "Fanho", ele teria recebido um total de R$ 2 milhões em 2014. Outro ministro do governo de Michel Temer (PMDB) implicado na acusação do MPF foi Moreira Franco, titular da Secretaria-Geral.
O ministro é acusado de receber mais de R$ 7 milhões como "Angorá". Por último, há o governador do Tocantins, Marcelo Miranda. Identificado como "Lenhador", ele teria sido alvo de dois pagamentos no valor de R$ 500 mil nos dias 2 de outubro de 2014 e 9 de outubro de 2014. O relatório do MPF destaca também que a criatividade alcançava as senhas de acesso para a retirada das propinas.
Miranda, por exemplo, teria usado os códigos "Passarinho" e "Foguista". Já Henrique Alves teria feito uso das senhas "Acerola" e "Mulher" para o codinome "Fanho" e "Jabuti" para "Rio Grande". Com três codinomes, Cunha teria usado as senhas "Mangaba", "Pêssego", "Viola", "Pirulito" e "Aluno". Já Moreira Franco teria usado nomes como "OTP", "Foguete", "Morango", "Pinguim", "Pássaro", "Paulistinha" e "Agenda" para retirar o dinheiro. As senhas de Padilha seriam "Comida" e "Sardinha". 
Inforsaj

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